Como não fiquei muito convencido com o outro boneco Groeninguiano, fiz uns retoques e acho que agora estou mais parecido, com olhos claros e uma barriguinha...
quarta-feira, julho 18, 2007
Tony Face...
Como não fiquei muito convencido com o outro boneco Groeninguiano, fiz uns retoques e acho que agora estou mais parecido, com olhos claros e uma barriguinha...
terça-feira, julho 17, 2007
500 anos de arte através do rosto feminino...
Apesar de hiperdivulgado pelo mundo da web, e foi através dele que me chegou às "mãos", resolvi partilhá-lo porque foi um desafio reconhecer algumas das obras e outro maior será saber quais as que não consegui identificar - a maioria.
domingo, julho 15, 2007
CARMINA BURANA - Teatro das Figuras (Faro, 14 de Julho de 2007)
> Carmina Burana - O Fortuna
Foram 60 minutos, exactamente 60 minutos, em que os poros da minha pele se evidenciaram e os pelos se eriçaram. Vibrei com as magníficas prestações do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Orquestra Filarmónica Portuguesa e dos Pequenos Cantores de Ossónoba.
Pontos negativos: o atraso, não só da maior parte dos membros da classe política, mas de um autoproclamado jetset que faz gáudio no chegar atrasado, como se isso fosse um apanágio de boa educação e de privilégio de quem detém poder económico e/ou social. Quanto a mim é sinónimo de terceiro-mundismo e de uma grande falta de respeito, pelos artistas e pelos restantes espectadores, pois o barulho que os tacões das sandálias/mules das senhoras e os mocassins dos senhores faziam nos degraus do auditório, distraiu as audiências quando estava já a tocar a segunda música - Fortune plango vulnera.
Quanto aos Carmina Burana:
“Carmina Burana” é uma expressão em latim e significa “Canções de (Benedikt)beuern”. Durante a secularização de 1803, um volume de cerca de 200 poemas e canções medievais foi encontrado na abadia de Benediktbeuern, na Bavária superior. Eram poemas dos monges e eruditos errantes — os goliardos —, em latim medieval; versos no médio alto alemão vernacular, e vestígios de frâncico. O doutor bavariano em dialetos, Johann Andreas Schmeller, publicou a coleção em 1847 sob o título de “Carmina Burana”. Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e soldados de Munique, cedo ainda deparou-se com esse códex de poesia medieval. Ele arranjou alguns dos poemas em um happening — em “canções seculares (não-religiosas) para solistas e coros, acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.
Esta cantata é emoldurada por um símbolo da Antigüidade — o conceito da roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança. E assim o apelo em coral à Deusa da Fortuna (“O Fortuna, velut luna”) tanto introduz quanto conclui a obra, que se divide em três seções: O encontro do Homem com a Natureza, particularmente com o Natureza despertando na primavera (“Veris leta facies”), seu encontro com os dons da Natureza, culminando com o dom do vinho (“In taberna”); e seu encontro com o Amor (“Amor volat undique”).
(http://www.nautilus.com.br/~ensjo/cb/)
> Carmina Burana - In Taberna - Estuans Interius
Quanto à Fortuna, ao Destino, medievais, proclamados pelos padrões cristãos católicos do Juízo Final, serve esta cantata para nos esquecermos, momentaneamente, de que a fortuna somos nós que a construímos.
> Carmina Burana - Cour d'amours - Dies, nox et omnia
quinta-feira, julho 12, 2007
Custou mas foi...

Finalmente acabei de ler o livro O Esplendor de Portugal, de António Lobo Antunes. Custou mas foi. Não sei se foi por ter escolhido a hora de deitar para o ler, por estar cansado demais pelo trabalho árduo que tenho tido nos últimos tempos, ou simplesmente porque a saga de escritores a escrever sobre o saudosismo colonialista satura e afirma Portugal como um país com demasiadas saudades do passado e sem qualquer optimismo no futuro, certo é que me custou muito lê-lo. Várias vezes estive para desistir, mas a teimosia venceu, e lá consegui ler as histórias da Isilda, do Carlos, da Clarisse e do Rui, num eterno flashback alternado com o presente, numa busca incessante dos personagens em encontrar-se consigo próprios.
A ironia do Lobo Antunes está presente do princípio ao fim, e quando digo do princípio, digo mesmo do título, porque de esplendor não existe nada nas mágoas, ressentimentos e perdas que o livro ilustra, sentimentos tão próprios de um país dividido entre os que ficaram e os que partiram e regressaram - de África.
(Manuela Duarte Chagas, O Eu ao Espelho do Outro: Portugal Revisitado em O Esplendor de Portugal, http://www.eventos.uevora.pt/comparada/VolumeI/O%20EU%20AO%20ESPELHO%20DO%20OUTRO.pdf)
quarta-feira, julho 11, 2007
Tony Simpson
Na onda dos avatares dos Simpson que o Hydrargirum e o Arion fizeram, eis o meu.
É engraçado, foi o melhor que consegui, mas acho que só uma coisa tem a ver comigo, o nariz.
Se alguém quiser experimentar está à vontade, e em nada fere as minhas susceptibilidades.
domingo, julho 08, 2007

> Já agora este! O Rei em vez do Redentor! Please!
As 7 Maravilhas Nacionais e Mundiais:
Acerca do espectáculo de eleição das 7 maravilhas de Portugal (prólogo às Maravilhas do Mundo):
- A Marisa Cruz foi uma tristeza na qualidade de apresentadora. Quando os representantes das maravilhas eleitas pelos portugueses subiram ao palco para receber o galardão, a pergunta da apresentadora “O que tem para nos dizer?” soou-me como a antítese do que se estava a celebrar – maravilhas!
As maravilhas portuguesas também não estiveram mal:
- verdadeiramente bem escolhidas, no meu ponto de vista, foram Alcobaça, Guimarães e Batalha, pela sua carga histórica na afirmação da nacionalidade, no caso das segunda e terceira e pela sobriedade, monumentalidade e equilíbrio no caso da primeira.
Óbidos tem uma Marvão rival não menos encantadora, mas menos dinâmica e mais afastada dos roteiros turísticos.
A Torre de Belém e Jerónimos como representantes do período
O Palácio da Pena, sem dúvida interessante, não tem, todavia, a força dos restantes, e de Português tem talvez só o facto de se localizar na belíssima vila portuguesa de Sintra. Para além disso, faz também parte dos roteiros turísticos mais dinâmicos do país.
Acerca do espectáculo de eleição das 7 novas maravilhas do mundo:
- Foi importante e pode ter sido um importante cartão de visita para o nosso país. As imagens editadas sobre muitas das maravilhas do nosso país mostraram uma mestria no que toca a selecção e acho que foi oportuno mostrarmo-nos ao mundo, na qualidade de anfitriões do espectáculo em que se anunciam as novas maravilhas!
- A presença em palco dos representantes das maravilhas finalistas e a suposta entrega de prémios a todas elas miserável.
- A J Lo é uma cantora péssima, para não falar dos seus dotes como actriz.
- O Cristiano Ronaldo ser elevado ao título de maravilha de Portugal ao lado das sete eleitas é uma ofensa às que o não foram.
- Os compassos de espera foram um desastre.
- As criancinhas que acompanharam a Chaka Khan mais valia terem ficado a festejar o aniversário em casa, com os amiguinhos, pois amadorismos e gracinhas em ocasiões destas não.
- Os gritos “Viva Portugal” no final do espectáculo deram o mote ao provincianismo que ainda domina neste país. Embora anfitriões, o que se festejava no estádio da Luz era o Mundo, não o nosso país.
- O ponto alto da noite foi mesmo o dueto Dulce Pontes e José Carreras. Adorei o registo lírico da Dulce.
Quanto às maravilhas:
- Muralhas da China: aprovadíssima a escolha.
- Petra, idem aspas.
- Taj Mahal, ibidem.
- Machu Pichu, sim senhor.
- Coliseu de Roma, trocava-o pela Acrópole.
- Chichén Itzá, trocava-a pelas pirâmides de Gisé.
- Cristo Redentor: Please! Já agora o Cristo Rei de Almada.
Quanto à iniciativa do Suíço Weber, não esteve mal, e parece que vêm aí as 7 maravilhas da natureza. Como forma de preservar divulgando, pode ser um bom princípio, embora também possa ter o efeito contrário.
Quanto à recriação da ideia de Heródoto, é efectivamente impossível esquecer as maravilhas do mundo antigo, porque se tratava do espírito de uma época em que a Grécia Clássica era a fasquia de avaliação das outras civilizações.
Quanto a mim, toda a opinião suscitada por uma abertura mundial à eleição das maravilhas tem prós, mas também contras, porque muitas das eleições incorrem em bairrismos típicos de quem não vê mais longe ou de quem confunde o espaço em que as mesmas se inserem com elas próprias.
Quando se elege uma maravilha, deve-se ter em conta, não só o aspecto físico, a mestria dos seus projectistas e a sua permanência no tempo, mas também o seu aspecto simbólico.
Se falarmos no simbólico incorre-se no perigo de, elegendo algumas delas, como o Coliseu de Roma, festejarmos a morte de muitos seres vivos.
Acima de tudo há que encarar isto como um jogo, jamais como uma efectiva vinculação da categoria de maravilha a simplesmente 7 monumentos ou conjuntos monumentais.
sábado, junho 30, 2007
Mudam-se os tempos...
> Verka Serduchka - Dancing Lasha Dubai (Eurovision Song Contest 2007 - Ukraine Song)
Não há dúvida! A animação, o humor, a ousadia e os estilos alternativos vieram dar um novo fôlego à Eurovisão. Quem se lembra da Viva la Vida?
> Les fatals picards - L'amour a la française (France Song)
domingo, junho 24, 2007
Das músicas mais lindas para mim...
M People- Search for the hero
Todos temos que encontrar dentro de nós a força, é nessa força que reside a nossa permanência...
7 SECONDS...
- Youssou N'Dour e Neneh Cherry
Adoro o Tom Sawyer...
O sorriso matreiro, as sardas salpicando a fronte afogueada, as gargalhadas que me provoca, o nervoso miudinho que o impede de parar um pouco.
Adoro o Tom Sawyer.
domingo, abril 08, 2007
Amar = Fazer alguém feliz

> http://www.fantasticfiction.co.uk/b/marion-zimmer-bradley/catch-trap.htm
quarta-feira, abril 04, 2007
Malmequer não identificado
A Natureza como ela é

> Malva (foto da minha autoria)
Todos nós "colorimos" a nossa vida por tendências que perduram mais ou menos no tempo. Agora ando voltado para a fotografia e para a botânica espontânea que vai salpicando de cores o meio que nos rodeia ou o que procuramos para fugir à existência rotineira em que todos acabamos por mergulhar.
Esta malva, cuja subespécie não sei identificar, foi apanhada pela minha máquina digital em Vila Nova de Milfontes, e marcou mais um dia de simplicidade em que o mar esteve sempre presente, em comunhão com os cursos de água doce que nele desaguam.
Quanto ao espécime retratado, pode ser que algum expert em botânica visite este post e me esclareça sobre o nome científico e popular do mesmo. Aqui fica o desafio.
quarta-feira, março 21, 2007
Correcção ao lapso da Aula de Botânica 2

terça-feira, março 20, 2007
Aula de Botânica 2
Aprender in situ
www.minerva.uevora.pt/publicar/sbento/flora.htm
Daqui a bocado, quando forem 0h6m, tem início a Primavera.
Esta roselha ou Cistus crispus lembra-me um belo passeio, com direito a ensinamentos de botânica, pelo mato onde todos os dias vou passear com os meus cães. Se o passeio foi óptimo, o mestre foi excelente.
quinta-feira, março 08, 2007
Cantochão
http://barenforum.org/blog/images/Serengeti.Plain.jpg
Ella: uma mulher deprimida que parte para Denver, deixando para trás o marido e os filhos. (não a considero protagonista, mas merece uma palavra ao contrário dos outros secundários).
Tom Guthrie: o marido abandonado, professor de História numa Secundária, a braços com dois filhos de 10 e 11 anos, com problemas disciplinares com um aluno rebelde e indisciplinado que é acicatado incondicionalmente pelos pais, tão «maus» ou «piores» que ele.
Ike e Bobby: os filhos de 11 e 10 anos de Ella, crescidinhos antes do tempo, trabalham para ajudar o pai ou simplesmente para ocuparem as suas vidas, mas como todos os humanos de 11 e 10 anos manifestam comportamentos de criança, sobretudo na forma como olham curiosamente para as questões da sexualidade.
Victoria Roubideux: a adolescente que engravida e se vê expulsa da casa da mãe, sendo acolhida pelos três personagens seguintes.
Maggie Jones: professora, colega e namorada de Tom, vive com o pai doente de Alzheimer. É a âncora, o conforto para todos estes personagens.
Raymond and Harold: irmãos e idosos agricultores, celibatários, de uma pureza emocionante, vivendo na sua quinta isolada à espera que chegue a sua hora. Ao acolherem Victoria recebem um novo estímulo para viver.

