sábado, agosto 04, 2007

Às vezes é preciso parar...




Não sou muito amigo de estar sem fazer nada, mas às vezes é preciso.
Acho que estou numa fase em que preciso parar, não pensar, a não ser em relaxar, comer, dormir. Não fazer o que é preciso, mas sim fazer o que me apetece.

Mas é que não gosto mesmo nada...



sexta-feira, agosto 03, 2007

Continua a sonhar



Vivo num sonho,
Numa casa fútil,
Onde tudo componho,
Mesmo o inútil.

Desfiando a vida,
Na estrada sem fim,
Resignada, sentida,
Num alvor carmim.

Do fogo que me arde,
No peito amordaçado,
Amargo, inflamado.

Sonho meu que existe,
Num lamento triste,
De vida proibida.

CREPÚSCULO!

Apeteceu-me variar um pouco e deixar estas palavras de um Senhor:

Por mais que me tanjas perto
Quando passo triste e errante,
És para mim como um sonho -
Soas-me sempre distante...

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

(
Fernando Pessoa, Impressões do Crepúsculo, I, estrofes 3 e 4)

quinta-feira, agosto 02, 2007

Os personagens (4)



Este não chegou a ter outro aspecto que não fosse o que aqui apresento. Trata-se do Félix de la Fuente, irmão adoptivo de Kôlmes (foi adoptado pelo mesmo humano que adoptou o canídeo, dois meses depois daquele, eram ainda crianças), com quem tem uma relação típica de irmãos. Em termos profissionais, é uma autoridade da oratória quando é necessário infiltrar-se em bandos de vigaristas. Trata-se do intelectual do grupo. Onde quer que vá, leva sempre um livro. Tem, contudo, um problema, não sabe dizer os eles, o que desde logo é um entrave quando diz, simplesmente, que "vai uer um uivro". Outro problema: É alérgico a peixe!
Fica completo o leque dos protagonistas.
Os restantes vilões ou heróis, consoante as sensibilidades, vão aparecendo ao longo das vinhetas.

Os personagens (3)




Charoleeza Rice é uma vaca dócil e ao mesmo tempo firme e implacável, no que toca ao trabalho e à lidação com as outras “pessoas”. É de uma sinceridade absoluta e ferve em pouca água, mas depois de dizer o que lhe vai passando pela cabeça acalma e fica tudo como se nada se tivesse passado. O grande desgosto de Charoleeza é o nome que tem (vá lá a gente perceber), e que se deve ao facto de ser mestiça, filha de pai Charolês francês com ascendência americana paterna (Rice) e de uma mãe holandesa da região da Frísia, o que está bem patente na cor clara acompanhada de malhas pretas. Por isto tudo, para os amigos é simplesmente Lisa. Quanto à sua especialidade no ramo da investigação policial: profiler com dotes comprovados na área do paranormal. Tem um especial carinho por Kôlmes e quanto ao Kelog, é como se fossem cão e gato.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Os personagens (2)



Kelog Sportif é o pinto do quarteto de detectives. Como frango de aviário que é, é de um cosmopolitismo que chega a raiar o ridículo, pois para ele ovos e leite são originários, não dos galinácios como ele, ou das vacas, mas sim das grandes superfícies comerciais. Quando tem tempo livre pega no seu leitor de mp3 e vai fazer jogging para o parque da cidade, para, como ele diz, "purificar dos efeitos nefastos do monóxido de carbono que lhe corróem as entranhas". É absolutamente hipocôndríaco. No que respeita ao seu papel no contexto da investigação policial, é especialista em irritar a tal ponto os suspeitos, que só para não o ouvirem, confessam os seus crimes.

Os Personagens (1)





Não sendo, nem de perto, um especialista, tem-me dado um gozo enorme ir criando a Sussura qu’é ‘ma ‘spécie d’banda dsenhada.
Tal como aconteceu com muitos profissionais, também os meus personagens foram tomando forma, depois de vários desenhos em que as formas infantis deram lugar às definitivas, mais adultas, mais humanizadas e mais apropriadas ao espírito das histórias futuras.
Dos meus quatro futuros heróis, escolhi aleatoriamente o Kôlmes.

Kôlmes é um cão de um humor sarcástico, mas com um coração do tamanho do mundo. Como qualquer cão, não pode sentir os aromas de comida humana e pela-se pelos odores exalados pelos corpos femininos das moçoilas da sua espécie. Profissionalmente é, juntamente com o seu irmão adoptivo – o gato Poirrot, o pinto Kelog Sportif e a vaca Charoliza Rice, um detective sagaz e de uma perspicácia engenhosa.

segunda-feira, julho 30, 2007

SUSURRA QU'É 'MA 'SPÉCIE D'BANDA D'SENHADA



Depois da experiência do primeiro esboço, fica aqui a proposta para o início de muitas histórias. O título, inspirado nos Gato Fedorento: SUSSURA QU'É 'MA 'SPÉCIE D'BANDA D'SENHADA.

Espero que gostem.

domingo, julho 29, 2007

C(hicken) S(ob) I(nvestigação)




Numa brincadeira, deu-me para pegar num papel e numa caneta preta de desenho e vá de fazer um policial em bd. Passou-se o tempo, sem olhar para os ponteiros do relógio, e diverti-me a rabiscar, sem olhar à qualidade técnica.
Lema: a verdade, seja ela qual for, vem sempre ao de cima!

sábado, julho 28, 2007

Hoje (h)à noite!




Hoje à noite, num ambiente talvez aproximado do que se vive neste clip, vou dar um salto até ao Parque das Freiras! Levo comigo a intenção de visitar a Feira Arte Doce, conhecer um pouco dos futuros empreendimentos turísticos projectados para Lagos e, acima de tudo, ouvir a melhor banda portuguesa no activo - The Gift.
Hoje há noite!


quarta-feira, julho 25, 2007

62 ANOS


> Foto de Jola Dziubinska (www.pbase.com/jolka/image/52449585)


Parabéns Mãe!

terça-feira, julho 24, 2007

5 séries que nos marcaram...



Porque estas coisas dos blogs dão muito mais pica se houver "feed-back" e interacção, e para recuperar do tempo em que a preguiça me fazia andar numa certa inépcia bloguística, formalizo aqui um desafio, que já tinha sugerido num comentário ao Arion: 5 séries televisivas da minha vida.

Sem desprestígio de outras de que gostei muito, ficam aqui as seguintes, relativas a várias fases da minha existência (iniciada pouco depois do 25 de Abril de 1974; sim, que é sempre bom contextualizar para as pessoas perceberem as nossas escolhas):

- infância: Abelha Maia (o que eu gostava das peripécias da Maia, do Willy - pronunciado Vili, da aranha Tecla, do gafanhoto Filipe; da mestra Cassandra);

- segunda infância: Duarte & Companhia (os tijolos na mala da sogra, LOL);

- Adolescência: Dempsey e Makepeace (policial da BBC);

- Até há 2 anos atrás: Sete Palmos de Terra (a que mais me marcou, pela riqueza de cada personagem);

- Actualmente, depois de um dia de trabalho mais ou menos cansativo: CSI's (com apóstrofo, porque gosto muito dos 3: CSI; CSI New York; CSI Miami).

Os primeiros convidados que, espero, convidem outros tantos:

S.; Ouriço; Arion; Hydra; Bandida; Zéfiro.

Obrigados!

domingo, julho 22, 2007

Mais Portalegre...


> Palácio Amarelo, Portalegre, foto da minha autoria.

Estava um fim de dia lindo quando fotografei o Palácio Amarelo, solar do século XVII onde em tempos funcionou a Biblioteca Municipal.
Adoro esta foto!

Portalegre...


> Sé Catedral, Portalegre, foto da minha autoria.

Da minha terra, com algum distanciamento, cada vez mais sou capaz de filtrar os encantos que a enformam, de ter saudades daquilo que vale a pena ter saudades!

A sua construção data do século XVI. No século XVIII, foram feitas alterações profundas no edifício, sobretudo no exterior. Os retábulos, dos séculos XVI e XVII, constituem o maior conjunto de pinturas maneiristas do país.
(http://www.instituto-camoes.pt/cvc/excvirt/portalegre/percurso.html)




Cinco livros da minha vida...


> http://mel-melica.blogspot.com/2007/07/os-livros-mudam-as-pessoas.html


Em resposta ao desafio do meu querido AMIGO Arion, aqui vai uma possível listagem de 5 livros da minha vida. Mais haveria, mas os que passo a indicar marcaram-me muito!

- John Steinbeck:
O Inverno do Nosso Descontentamento.
- Jorge Amado:
Capitães da Areia.
- José Saramago:
Memorial do Convento.
- Marguerite Yourcenar:
Memórias de Adriano.
- Luís Sepúlveda:
História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar.


quinta-feira, julho 19, 2007

Bom fim-de-semana...


pwp.netcabo.pt/0510598901/portugal_ing.htm

Aí vou eu até à minha terra.
Por isso, bom fim-de-semana a todos!

quarta-feira, julho 18, 2007

Tony Face...




Como não fiquei muito convencido com o outro boneco Groeninguiano, fiz uns retoques e acho que agora estou mais parecido, com olhos claros e uma barriguinha...

terça-feira, julho 17, 2007

500 anos de arte através do rosto feminino...



Apesar de hiperdivulgado pelo mundo da web, e foi através dele que me chegou às "mãos", resolvi partilhá-lo porque foi um desafio reconhecer algumas das obras e outro maior será saber quais as que não consegui identificar - a maioria.

domingo, julho 15, 2007

CARMINA BURANA - Teatro das Figuras (Faro, 14 de Julho de 2007)

> Carmina Burana - O Fortuna



Foram 60 minutos, exactamente 60 minutos, em que os poros da minha pele se evidenciaram e os pelos se eriçaram. Vibrei com as magníficas prestações do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Orquestra Filarmónica Portuguesa e dos Pequenos Cantores de Ossónoba.

Pontos negativos: o atraso, não só da maior parte dos membros da classe política, mas de um autoproclamado jetset que faz gáudio no chegar atrasado, como se isso fosse um apanágio de boa educação e de privilégio de quem detém poder económico e/ou social. Quanto a mim é sinónimo de terceiro-mundismo e de uma grande falta de respeito, pelos artistas e pelos restantes espectadores, pois o barulho que os tacões das sandálias/mules das senhoras e os mocassins dos senhores faziam nos degraus do auditório, distraiu as audiências quando estava já a tocar a segunda música - Fortune plango vulnera.



Quanto aos Carmina Burana:



“Carmina Burana” é uma expressão em latim e significa “Canções de (Benedikt)beuern”. Durante a secularização de 1803, um volume de cerca de 200 poemas e canções medievais foi encontrado na abadia de Benediktbeuern, na Bavária superior. Eram poemas dos monges e eruditos errantes — os goliardos —, em latim medieval; versos no médio alto alemão vernacular, e vestígios de frâncico. O doutor bavariano em dialetos, Johann Andreas Schmeller, publicou a coleção em 1847 sob o título de “Carmina Burana”. Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e soldados de Munique, cedo ainda deparou-se com esse códex de poesia medieval. Ele arranjou alguns dos poemas em um happening — em “canções seculares (não-religiosas) para solistas e coros, acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.

Esta cantata é emoldurada por um símbolo da Antigüidade — o conceito da roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança. E assim o apelo em coral à Deusa da Fortuna (“O Fortuna, velut luna”) tanto introduz quanto conclui a obra, que se divide em três seções: O encontro do Homem com a Natureza, particularmente com o Natureza despertando na primavera (“Veris leta facies”), seu encontro com os dons da Natureza, culminando com o dom do vinho (“In taberna”); e seu encontro com o Amor (“Amor volat undique”).

(http://www.nautilus.com.br/~ensjo/cb/)





> Carmina Burana - In Taberna - Estuans Interius


Quanto à Fortuna, ao Destino, medievais, proclamados pelos padrões cristãos católicos do Juízo Final, serve esta cantata para nos esquecermos, momentaneamente, de que a fortuna somos nós que a construímos.



> Carmina Burana - Cour d'amours - Dies, nox et omnia